quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sobre o Amor

Querida B.,

A avó contou-me estes dias, que na conversa com ela, lhe perguntaste como foi que conheceu o avo e como foi que se enamorou dele.
Coisa mais linda numa menina de apenas seis anos. Tanto orgulho em ti minha little mermaid, na tua forma sensível e preocupada de explorar e conhecer o mundo interior daqueles que amas.

Oneless

A fabulosa campanha nos Estados Unidos, que começou com uma única pessoa a destruir a arma que tinha em casa, e que teve tal poder e influencia que outros cidadãos lhe seguem o exemplo.
A prova clara de que se quisermos ser activos na resolução dos problemas, somos.

Bom dia mundo

Tenho andado a pensar e a sentir, nos últimos tempos, com as ultimas imagens, que somos a especie viva mais capacitada e que menos uso das capacidades faz, em comparação com todas as outras que conhecemos; somos portanto os mais atrasadinhos mesmo que mandemos foguetões ao espaço.
Inadmissível o que esta a acontecer na Siria, connosco a assistir e a nao fazer mais do que ter pena.
Auschwitz nos nossos dias, quem diria...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Recordar


A mãe ligou-me a chorar. Contou que uma vizinha a viu assim e lhe disse que nao é bom chorar pelos bichos, que traz ma sorte na vida.
Garfield foi um herói durante dez anos. Aturou-nos todos os dias, intensivamente, com toda a paciencia e amor que se pode ter por alguém. Garfield foi tão fiel, em alguns momentos pontuais foi quase uma especie de guru que tivemos em casa. Minha mãe chamava-o de "meu amante" porque dormia sestas com ela, via televisão com ela, depois do jantar esperava que ela ordenasse a cozinha para se retirarem juntos, se ela adoecesse ficava aos pes dela em modo de protesto com a vida sem comer ate ela melhorar. Em dez anos Garfield so se zangou uma vez, uma única vez numa vida inteira. Ele gostava das plantas, do sol das manhas, da sombra da tarde, muito da noite, da hora do jantar porque estávamos todos em casa. Tinha noia por agua de azeitonas e fiambre de peru. So bebia agua corrente desde o gargalo de uma garrafa, teve camas confortáveis mas preferiu sempre as nossas. Tinha sua planta preferida, das mais de trinta que a minha mae tem. Todas as coisas novas que chegavam em casa, ele achava que eram para ele. Como um menino pequeno pedia festas, mais do que isso ele vinha arranca-las das nossas mãos. Garfield nao tinha comportamento de gato nem de cão nem de peixe nem de gente, Garfield era Garfield. Nunca mais teremos outro igual, nunca mais uns olhos vão olhar para mim daquela maneira.
(...)
Nossa vida sem ele fica mesmo mais vazia vizinha, deixe minha mãe chorar, alguém como Garfield tem que ser chorado.

26 de Julho de 2016

Dos livros

Dos que nos ficam, dos que queremos partilhar, dos que nos chegam as mãos por uma boa razão:
Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie.

Fofoca cor de rosa

Gosto imenso do ar feliz da Katie Holmes na sua historia de encantar com o Jamie Foxx. E ele tem todo o ar de quem a trata como uma rainha. Oh yeah!

Hoje, na radio

Vamos falar sobre Violencia Domestica e de Genero.
Eu falo do que me preocupa profundamente, daquilo em que acredito que enquanto sociedade devemos manter o alerta, daquilo em que sobretudo me faz encontrar em mim uma enorme esperança na luta de tantos profissionais, incansáveis a tentar inverter estatísticas que nos envergonham a todos.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Alguns dias em casa

Vão ser para descansar a serio coisa que confesso que ja nao sei muito bem como se faz.
Para desligar e fazer desse modo off o meu verdadeiro arranque para um ano novo que ja começou ha 37 dias. Dormir, ler, pintar as unhas, comprar as primeiras tulipas, nao fazer nada.
(...)
Tenho muitas saudades do Verão.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Flash


About hope

Flash



"Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de café coado com coador de pano, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente rabugentas, altamente generosas, pessoas distraídas que perdem as coisas, mal-educadas que buzinam sem necessidade, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas sedutoras e seduzíveis, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que se privam, pessoas que machucam, pessoas que chegam para curar; desencadeadores de poemas, de sorrisos, de lições de vida que ficarão guardadas para sempre."

Marla de Queiroz

Deste Inverno





No nosso parque da cidade.

Percursos


Fotos de Elisa Moreira, a caminho de Santiago.

Da ilha

Sempre no meu coração.