terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Nos bastidores

Um homem nada bonito, era feio ate. A rondar os quarenta e cinco, calvo. Na paragem do bus esta manha, no instante em que desatou a chover a chuva toda guardada por cair, e os carros passavam velozes sobre as poças que nos encharcavam ate aos ossos. Ele tinha um saco de plástico branco na mão. Abriu o saco e percebi que era um ramo de flores guardado do temporal. Colocou o saco aberto exposto a chuva e ficou com cara de bobo feliz a olhar para as flores. Possivelmente acreditava que a chuva as faria durar mais, as deixaria mais viçosas.
Notorio que as flores e as gotas grossas de chuva eram para alguém que lhe desalinhava as borboletas.
(...)

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