sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Bom dia mundo

Nao sou o tipo de pessoa de achar que os ídolos sao imortais e de ficar incrédula com a noticia da morte de alguém que tinha oitenta e dois anos. Nao sou de ídolos, confesso. Mas se ha duas personalidades no mundo da musica que a mim me dizem muito, sao o Dylan e o Cohen. Ainda um destes dias dei comigo a pensar - a propósito do Premio Nobel - que mais dia menos dia la teríamos que os ver partir deste mundo tão cinzento, tão precisado de gente com Alma. Hoje acordei com a noticia de que ja nunca mais ninguém voltara a fazer o que fez o senhor Leonard Cohen no mundo da musica e das letras. Li a noticia e fiquei um bocado a pensar E se ele tivesse a oportunidade de nos deixar uma musica que falasse sobre esse ultimo instante, o do desprendimento total e absoluto? Wow!, bem provavelmente ele fechou os olhos a pensar nisso Tenho que contar-lhes isto que se sente chegado aqui, numa musica, num poema. Nao o que ele deixou no ultimo álbum lançado ha semanas, em que ja falava da despedida, mas sim o que ele constatou nesse segundo exacto antes de fechar os olhos. Tenho a certeza que o Cohen teria algo extraordinario para contar-nos sobre a morte, ele que sempre falou do amor e da vida como ninguém.
Ha toda uma parte de mim que vai envelhecendo e ficando mais consciente do fim quando me morre alguém como o Cohen, sem duvida.
Fica-me o Dylan.
(...)

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