sábado, 8 de outubro de 2016

Meu amor bebe cerveja do sul. Ele é simples e é pacato, como sao todos os homens de bem. Coleciona cromos repetidos, como os meninos pequenos na fase da fixação. As vezes escreve frases que me comovem, e ás vezes faz longos silencios ás minhas perguntas: prefere os silencios ás mentiras e nem suspeita que eu, apesar de tudo, admiro-lhe também essa característica. Protege-me do po dos dias, do cinzento da vida. Para ele o mundo dos sonhos pesa tanto como o mundo real. Gosta da cor verde. Nele moram juntos o Peter Pan, o Soldadinho de Chumbo e o Principezinho. Sonha comigo com viagens tão fantásticas a lugares tão absurdos como a sombra de um sobreiro.
Foi uma sorte muito grande te-lo encontrado nesta vida. Nesta também.
(...)

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