sábado, 13 de agosto de 2016

O amor nao se vende na mercearia, nao fica sujeito a promoções, nao tem época do ano, nao faz parte de uma região demarcada. O amor nao se estende ao sol como a roupa acabada de lavar, nao se põe a corar com sabão como faziam as velhas de antigamente. Nao vai ao congelador e depois um destes dias confeccionamos uma refeição gourmet. O amor nao se avia, nao se fia, nao se guarda numa gaveta ou nos trocos de uma caixa registadora. Amor nao é coisa de tempos livres, em nada se parece com uma sessão de cinema domingo pela tarde.
Eu nao sei o que é o amor, mas sei o que nao é.
Morro de medo de um dia querer menos do que aquilo em que acredito, de me encher de filhos numa vida a dois que de tão vazia faz eco ate na Patagonia, de ter por perto alguém que todo tempo apenas me quer tentar mudar, que se incomoda com as minhas palavras e com a minha forma de sentir. Pior do que isso, que magoa tanto, e que depois simplesmente como um vento que lhe deu se arrepende.
Todos os dias agradeço ao Universo aquelas tres pessoas terem dado errado na minha vida; foi uma sorte tremenda, agora eu sei. 
Tem gente que diz que nunca se arrepende de nada que fez. Eu sim, eu me arrependo e muito.
(...)

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