segunda-feira, 4 de julho de 2016

Na cidade podemos inventar uma vida nova todos os dias:

Ontem a noite alguém lançou um balão de S. Joao, um balão sozinho a arder no céu escuro e eu da minha janela da cozinha a ter naquele instante o S. Joao que nao vivo ha nove anos. Querido estranho, obrigado por teres feito esta rapariga feliz.

Esta tarde havia um calor tórrido na rua e umas quantas pombas estavam abeiradas na sombra da pala de um telhado de um predio imponente; toda a pedra majestosamente desenhada por debaixo daquele cenário estava completamente coberta de excremento das pombas. O belo ali eram elas, sobreviventes, agarradas á pedra como a ramos de árvores frondosas.

Esta manhã numa entrevista num lar de terceira idade, aconteceu algo muito bonito. Enquanto esperava pela coordenadora, um senhor para la de bem velhinho dirigiu-se a mim com muito esforço no caminhar, pegou-me na mão e beijou-a com cerimonia de filme do século passado; depois cobriu-a com a sua mão e sorriu-me com o olhar. Será que este cavalheiro teve filhos e os ensinou a ser assim gentis? Será que eles aprenderam?

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