quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fui a Singer comprar uma maquina de costura a pedido da minha mãe. Acabei por ter uma boa conversa com o vendedor, um senhor ja de meia idade que todo o tempo me tratou por carochinha. Diz ele que antigamente nao havia casa onde nao houvesse uma maquina de costura. Eram tempos em que nao se desperdiçava nada, quando se comprava roupa era para durar o máximo de tempo possível e todas as senhoras sabiam fazer um remendo ou uma bainha. Nao so vivemos o tempo do descartável como do desinteresse.
Perguntei a minha mãe, se pensa fechar a loja, para que quer ela mais uma maquina de costura. Diz ela que aqui na casa do Porto também faz falta uma e que uma boa maquina a bom preço será sempre um bom investimento. Ela gosta muito do que faz, minha mãe costura com o coração. E maquinas de costura sao para ela como maquinas fotográficas para um bom fotografo.
E eu fico a sorrir com estas coisas insignificantes, porque a mim me dizem muito.

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