sexta-feira, 8 de julho de 2016

Das coisas que me arrependo: nunca deveria ter deixado ficar o meu gato.
Porque era eu e so eu quem agora tinha que suportar as noias dele, era eu e so eu quem agora tinha que cuidar dele, ao meu lado era onde ele tinha que dar o ultimo suspiro. Acredito que nao se tornou um estorvo mas hoje percebi uma certa aflição e urgencia em ve-lo partir, "pelo proprio bem dele", mas entristeceu-me. Se calhar nao seria tão fácil como me parece, mas acredito que aqui comigo ele poderia enlouquecer em paz.
Será que no fim da vida, bem velhos, ainda temos que passar por isso? Por pessoas saturadas e assustadas pelos mil trabalhos que estamos a dar? Porque ele salta para a vitroceramica e vai fritar as patas, porque ele pula o muro da vizinha e urina no deposito de agua dela, porque ele vai cair de uma altura de seis metros e tão magro vai partir-se em mil. Porque a burra da veterinaria aconselhou a lhe pormos uma fralda e fecha-lo todo o dia no WC e a minha mãe ficou alarmada com tamanha violencia. Garfield so quer viver, esta desorientado e nem percebe nada de tanto furdunÇo em redor dele. Nunca o deveria ter deixado sozinho com tantos problemas. Ele agora nao suportaria um voo, mas eu podia bem adiar a minha vida e ter ficado algum tempo mais. Ele ficou comigo dez anos.
Lembrei da Mimi, e do Tobias. Nunca mais quero bichos.
Nem amores.

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