segunda-feira, 6 de junho de 2016

Do nosso mundo

De uma guerra com 470 mil vitimas em cinco anos:
"Tudo começou quando, a 17 de dezembro de 2010, Mohamed Bouazizi, um vendedor ambulante de 26 anos que sustentava a família e sonhava ter um camião, regou-se com gasolina e acendeu um isqueiro. Sem pai desde os três anos, Mohamed vendia fruta e legumes num mercado de rua na cidade de Sidi Bouzied, na Tunísia. Era procurado muitas vezes pela polícia municipal, que lhe exigia dinheiro por não ter uma licença que nem sequer existia. Era ameaçado e humilhado. Aguentou sempre, com uma calma surpreendente, menos naquele dia. Morreu ao fim de duas semanas. Mohamed Bouazizi, disse Barack Obama mais tarde, fora vítima do mesmo “tipo de humilhação a que se assiste todos os dias em muitas partes do mundo” quando “os governos tiranos negam aos seus cidadãos o direito à dignidade”. 
O incidente desencadeou manifestações contra o regime ditatorial de Ben Ali por todo o país, tendo o presidente tunisino sido deposto pouco tempo depois. Da Tunísia, os protestos estenderam-se à Líbia, Egito, Síria, Bahrain e Iémen, embora sem o mesmo efeito. Na Síria, as primeiras manifestações em defesa da democracia ocorreram em Dara, no sudoeste, em janeiro de 2011, e alastraram depois a algumas das principais cidades do país. Receando perder o controlo sob a população, o presidente Bashar al-Assad ordenou a supressão da revolução e as ruas transformaram-se num campo de batalha sangrento."
Expresso Internacional

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