segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Em casa

Hoje respirei. Caminhei sozinha por ruas da cidade, tudo me deixa tao feliz: as papoilas amarelas no largo da Trindade, mesmo em frente a igreja; o cinzento do céu e as arvores com quatro folhas por cair; a geral amabilidade dos portugueses nos serviços de atendimento ao publico, a forma como se queixam da vida difícil (e ha historias tao mas tao tristes, contadas com um sorriso); as laranjeiras carregadas; as pessoas sentadas nas esplanadas mesmo com um frio de rachar; as aves em voo picado na Avenida dos Aliados, o sino da igreja a tocar o treze de Maio; os velhos sentados no jardim do Marques a jogar cartas durante a tarde; rapazes alguns cheios de charme, que passam e me olham como se eu fosse a esposa do senhor Pinto da Costa (e eu não sei se isso e bom ou se e mau mas sei que e português); azulejos nas fachadas; o verde dos jardins que me emociona profundamente; o vendedor de castanhas que quase me fez chorar de alegria.
Sao tantos detalhes, tantas coisas pequeninas que ficaram grandes para sempre aqui dentro de mim.

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