quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desencontros

Uma vez fiquei quatro anos com uma pessoa. Foi o tempo mais largo, mais vivido, que partilhei com alguém. Ele, por causa disso, foi muito mais gente na minha vida do que apenas o meu amor. Hoje tive um pensamento simples sobre estas coisas, sobre porque que as vezes - muito raramente - acontecem assim. Porque duas pessoas que se apaixonam ao mesmo tempo cronometrado, com a mesma intensidade e paixão, com a mesma curiosidade, com exactamente o mesmo desarme, são totalmente e a olho nu um caso serio.
Nunca antes me tinha acontecido de coincidir desta forma no tempo com alguém. Nunca mais, depois dele, voltei a coincidir desta forma com alguém. Ou gosto mais, ou gosto menos, ou tenho mais medo, ou ele tem mais medo, ou ele sente fisico e eu não. Podemos sentir as mesmas coisas mas em tempos desencontrados.
Ai mora a diferença; toda.

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