sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Da Vida, quando muda

De uma ilha me fiz para sempre pássaro.
Vim ser feita de horizonte; trago as janelas e as portas da alma à mercê do vento e do mar; o meu corpo desperta com as chuvas e a minha alma sabe de cor o perfil nu das montanhas. Aprendí a ser pessima nas despedidas e a nao me preocupar demasiado com os reencontros. Aquí perdí a loucura e a fome por mais mundo; aquí olhei para dentro.
Nenhum outro lugar me poderia ensinar o que me ensinou esta ilha.
Ate sempre, querida Fuerteventura.

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