quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A hora certa

Por fim chegou. Nao a hora dos outros, nao a hora da pressa; a minha hora certa, aquela hora que algumas pessoas do meu mundo particular ja nao acreditavam mais que um dia chegaria.
Todas as pecinhas se encaixaram sem atrito, com a calma necessaria nas grandes decisoes da vida. Cada dia destes quase oito anos foram uma intensa formacao interior, foi o meu tempo de retiro, um tempo imensamente necessario que so eu e mais ninguem poderiamos saber o quao realmente necessario era. Foi preciso crescer e mingar todos os dias, ficar sem rumo, sem vontade. Perceber que as roupas e as coisas nao valem nada e que toda a bagagem do mundo que levarei de volta comigo sera o meu gato e o meu coracao cheio.
Nao foi uma decisao dificil, foi muito tempo a moldar esta especie de alforria pelo que posso considerar que esta decisao dormiu debaixo da luz da lua, tomou muito banho de mar e secou ao sol. Devia-me isto a mim mesma e resolvi que seria um bom presente de aniversario: nao abdicar nunca de procurar ser feliz.
Se voltasse atras voltaria a viver este tempo. Aprendi a ser mais tranquila e a estar na vida com a mesma postura de quem esta permanentemente de viagem, coisas tolas mas talvez por isso nunca tenha retirado do chaveiro de casa a chave da mala de viagem.
Sempre senti que um dia ia voltar e ontem, dei o passo principal. No inicio de 2016 volto a viver no Porto.

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