sábado, 31 de outubro de 2015

Para uma das tardes deste outono

Reciclar a Vida

Halloween.
Hoje a minha sobrinha vestiu-se de irresistivel monstrinho assustador e saiu pelas portas a tocar as campainhas e a pedir doces.
(...)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Adenda ao post anterior

Quando te enamoras ate ao detalhe do medo misturado com o sangue que te corre feliz nas veias, reconheces toda a tua fragilidade. Ficas nua em frente ao espelho, e nao te assustas. Reconheces a alma, aceitas o silencio desse sentimento que grita.
Poder ser fragil em paz; a sorte grande de Amar.
(...)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Viajar

Dois dedos de whisky ao fim da tarde. Sem gelo, na penumbra da sala. Vasculhar dias vividos...

domingo, 25 de outubro de 2015

Domingo em beleza

Dia de descanso, da plena cultura de nao olhar o relogio, de dormir sem ser hora de dormir, de nao cozinhar e nem lembrar de comer, de ler aquela revista masculina que eu adoro, de tomar o cafe da manha junto ao mar. Dia de esvaziar a mente e deixar entrar alguma ideia nova, de pensar na loucura de casar um amarelo choque ou um azul-azulao com o vermelho paixao do meu sofa novo, de pensar em abrir um vinho e desistir porque a vontade mesmo era de beber acompanhada - por aquela pessoa e mais nenhuma outra no mundo. Dia de apreciar um fim de tarde magico, de um imenso ceu pintado de rosa; e a vida de repente a parecer-me um conto de fadas...
Baterias carregadas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Programa de fim de tarde

Gosto destas coisas: Premios Princesa de Asturias 2015.
Notavel.
O actual panorama politico do nosso Portugal, dá asco. Todos os dias nas noticias assistimos a um desfile de bobos e vaidosos. Ao ponto que chegamos...

A dieta imprescindivel

Gosto de chocolate alemao. Tem sido o meu grande suporte animico na ultima semana.

Temporal

Tantas conchas novas na praia...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sempre soube escolher ou encontrar os amigos certos, aquelas pessoas que considero tao magicas que sao uma bencao no meu caminho.
Mas nunca, ate hoje, soube escolher os homens da minha vida.
Espero que um dia a sorte mude, e que eu cresca.
Instalou-se o verdadeiro temporal na ilha. Ao final da tarde o ceu ficou negro, as poucas pessoas na rua corriam apressadas, os locais de comercio ficaram vazios. Cairam as primeiras gotas grossas e as ruas pareciam rios. Sai a caminhar junto ao mar, tenho saudades destes dias, tantas saudades da vida aos gritos assim. Do mar bravo, da chuva zangada, do vento invernal. Senti-me feliz por ter os pes molhados. As tantas dei-me conta que so andava eu pelas ruas. Voltei para casa e fiquei uma meia hora na janela a ver a chuva cair... faz tanta tanta falta que caia assim, em abundancia.
A unica preocupacao: os meus pais estao em alto mar e o meu coracao fica apertado. Espero ter noticias ao amanhecer.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Flash


"Espero ter sempre claro que só o Amor Verdadeiro pode competir com qualquer outro amor neste mundo. Quando damos tudo, nao temos nada a perder. E entao desaparecem o medo, os ciumes, o aborrecimento e a rotina; fica apenas a luz de um vazio que nao nos assusta, senao que nos aproxima um do outro."
PC, in Adulterio

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Cartas de Amor

"Por si mañana"

 

Querida Julia:
Te escribo ahora, mientras duermes, por si mañana ya no fuera yo el que amanece a tu lado.
En estos viajes de ida y vuelta cada vez paso más tiempo al otro lado y en uno de ellos, ¿quién sabe?, temo que ya no habrá regreso.
Por si mañana ya no soy capaz de entender esto que me ocurre. Por si mañana ya no puedo decirte cómo admiro y valoro tu entereza, este empeño tuyo por estar a mi lado, tratando de hacerme feliz a pesar de todo, como siempre.
Por si mañana ya no fuera consciente de lo que haces. Cuando colocas papelitos en cada puerta para que no confunda la cocina con el baño; cuando consigues que acabemos riéndonos después de ponerme los zapatos sin calcetines; cuando te empeñas en mantener viva la conversación aunque yo me pierda en cada frase; cuando te acercas disimuladamente y me susurras al oído el nombre de uno de nuestros nietos; cuando respondes con ternura a estos arranques míos de ira que me asaltan, como si algo en mi interior se rebelase contra este destino que me atrapa.
Por esas y por tantas cosas. Por si mañana no recuerdo tu nombre, o el mío.
Por si mañana ya no pudiera darte las gracias. Por si mañana, Julia, no fuera capaz de decirte, aunque sea una última vez, que te quiero.
Tuyo siempre
Jesus Espada, sobre Alzheimer