domingo, 30 de agosto de 2015

Na ilha

Ha dias em que sou tremendamente feliz aqui. A angustia que trago na alma é uma coisa minha, que de vez em quando enquanto dormita da um bocejo ou se revira em mim como se eu fosse a cama. Quero dizer, a angustia que trago em mim vai comigo para onde eu for. Por causa das coisas que vi e das que nao vi mas sei que existem. Por causa de uma forma de sentir que trago e que nao escolhi.
Mas hoje, domingo - dia em familia - tive vontade de parar a vida ali, naquela fotografia feliz. Em que os meus pais, juntos sorriam, e eu e a minha sobrinha riamos alto e faziamos caretas feias. Ela toda molhada da agua do mar aos beijos a mim a encher-me de sal. Um dia perfeito, de sol, de paz, de mimos. Um dia em que comemos uma cazuela de pescado divina, junto ao mar.
Para nao esquecermos,  - e darmos as graças, sempre - pela sorte que temos em vivermos estes dias assim tao sossegados. E porque estamos juntos - sobretudo porque estamos juntos - neste pequeno paraiso.

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