quarta-feira, 3 de junho de 2015

Hoje na farmacia quase me perdi em nervos. Entrei com intencao de comprar um hidratante para o rosto. Embora use um sugerido pela dermatologista sinto que a marca alterou o produto e ultimamente nao me sinto tao satisfeita como no inicio. A menina que me atendeu tentou impingir-me tudo o que e anti-rugas. De repente vejo-me com quatro famosas marcas diferentes a minha volta e nada do que eu tinha requisitado. Repito-lhe um milhao de vezes que nunca usei nem quero usar um creme anti-rugas, so quero um bom hidratante com muita agua de base e nada das mil e quinhentas porcarias que ja conhecemos. Ela, impaciente, diz-me com ar de profundo enfado e quase de despeito "Ai somos pessoas tao diferentes! Nao consigo compreender como alguem pode gostar de rugas, eu faco tudo por evita-las!" Nesse instante tive a certeza de que nao lhe ia comprar nada. Eu tenho trinta e seis anos e aquela miuda deve andar nos trinta. Virei costas e deixei-a com as sete maravilhas para ser eternamente jovem, que acho muito bem que as use, so quero ter a liberdade de eu nao as querer usar. 
Cada vez mais me sinto um bicho raro neste mundo, e cada vez menos  - confesso - gosto das pessoas, deste tipo de pessoas. Sem pingo de amabilidade, de empatia, de graça, de encanto, de profissionalismo.

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