domingo, 29 de março de 2015

Paramos em Santa Comba, em busca de vestigios de Salazar. Pedimos informaçoes na rua, olharam-nos com um desprezo total, como se dentro do carro tivessemos a mesmissima peste negra escondida, como se fossemos em pessoa um atentado terrorista, como se as preguntas que fizemos fossem coisa que nao lembra nem ao diabo. Surpreendeu-me, porque estavamos em Santa Comba. Talvez tenha sido so um caso de azar, pode ser.
A Historia, boa ou ma, menos boa ou menos ma que acho que é disso que realmente se trata, continua a ser Historia. Aqui em Espanha acontece mais ou menos o mesmo em relação a Franco, aqui na ilha no ultimo mes retiraram-lhe medalhas atribuidas sei la em que ano. Acho ridiculo, absurdo, que o ser humano gaste energias nisso. A Historia nao se apaga, deve estar bem presente para reflectirmos e aprendermos com ela, para driblarmos com mais sapiencia os dias do futuro. Que os Homens de hoje retirem medalhas atribuidas pelos Homens do passado, nao diminui as vitimas, infelizmente. Nao dignifica, nao retira nem atribui respeito. Apenas conta uma mentira sobre a realidade daqueles dias. Que os governos politicos nao queiram lugares de culto ou veneraçao, sob o risco de ressuscitar velhos monstros? Eis a questao. E aqui poderiamos abrir um parentesis sobre investir mais na formaçao moral do ser humano, em vez de atar o touro com cordas de papel.
Eu ca acho que deveria ser crime apagar memorias de um tempo, seja ele qual for.

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