quinta-feira, 26 de março de 2015

Dos dias em casa

Trouxe comigo livros, vinhos e compotas. Encontrei dias de ceu azul, frios, como eu gosto. Descobri um Porto frenetico, renovado de vida, um Porto que tem todas as boas razoes para andar nas bocas do mundo. A cidade cresceu nestes quase oito anos. So o verde dos parques e a altura gigante das arvores se mantem, so a vista desde a ponte mantem aquele entardecer sobre o rio o mais belo de todos. Caminhar a pe, ficar duas horas numa livraria, comprar Miguel Torga e Eugenio de Andrade. Passar pelo santuario de Fatima, e chorar. Beber agua de nascente na Serra. Sentir a generosidade e entrega que se mantem como caracteristica do povo portugues. Ficar a sos com os meus pais, observa-los, impacientar-me com eles e depois sentir ca dentro que um dia vou morrer de saudades destes dias que passamos juntos. Ficar da janela da marquise a ver o sol ir embora, fechar os olhos e escutar os ruidos da cidade a latejar, grava-los no silencio do meu coracao. Para nao falar no Verão constante que sempre encontro no abraço dos meus amigos, sentir esse aconchego na alma por estar perto; dizer ate ja e ser ate ja.
(...)

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