sábado, 29 de novembro de 2014

Ontem estivemos com alerta vermelho por ventos fortes. Quando a coisa chegou ao povoado metia medo, tinha contornos de furacao. Num apice as ruas ficaram desertas e as casas trancadas. Ouvia-se vidros a estalar, coisas a quebrar, gritos, sirenes e alarmes. De repente ficamos as escuras, todo o povoado. Entre a montanha e o mar danado, tudo breu. Peguei no nordico, na caixa de velas e fui dormir no quarto das visitas porque a janela do meu quarto parecia ter vida propria e querer voar: assustador. Liguei para casa e estavam todos juntos, fiquei aliviada. Depois sozinha fiquei a olhar para a chama da vela. Se de repente o mundo acabasse, que pena...

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