segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Magia

Dias em que apetece recomeçar, restaurar a paz dentro de nós como o elemento jurassico do nosso equilibrio interno. Amassar o barro da alma outra vez, edificar ulguma coisa maior, nova: alguma estrela, sei la.
Entrei na casa das linhas, decidida: De-me uma fita vermelha, resistente, o mais discreta possivel.
A senhora vendeu-me meio metro de uma especie de cordao fino de couro: Dez centimos - disse.
Atei ao pulso, dei tres nós. Pedi felicidade, que é um bocadinho mais do que saude, amor, trabalho. Felicidade, isso mesmo. Momentos de gloria, pós de perlimpimpim, pequenos flashes em que nos tornamos imortais, em que sentimos que podemos vencer tudo, em que somos capazes de voar atordoados numa vida que vale a pena.
A pulseira vermelha por si so nao me pode trazer nada disso, ela esta atada ao pulso so para me lembrar todos os dias que é preciso ser feliz. Acreditar sempre na magia de estar Viva.

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