sábado, 22 de novembro de 2014

Esta semana lia sobre a instabilidade politica que se vive actualmente em praticamente toda a Europa. Sobre a corja de ladroes que nos roubaram a educacao e a saude para assim poderem pagar vidas sumptuosas. Culpou-se a geracao dos nossos pais que tanto batalharam, a dos jovens de hoje que tanto sonham, quando os culpados sao os ladroes de gravata. Le-se por toda a parte, Portugal vai-se vendendo em saldos a China e a Angola; Espanha aguenta-se fingindo o tempo todo que ha mais baloes de oxigenio. As pessoas sao excepcionais, reinventam-se a nivel de creatividade o que demonstra que se dependesse do potencial humano, num estalar de dedos davamos a volta. Mas nao ha massa produtiva nem povo que se sacrifique capaz de resistir a tantos luxos e impressionantes contas bancarias. A ideia que realmente me tem deixado a pensar com alguma preocupacao no rumo que segue a embarcacao Europa, é a da instabilidade a nivel de regras, tao diferentes de um pais para outro, de um cidadao da mesma Europa, para outro. O meu medico de familia e arabe, um senhor muito amavel e ate a data profissional. Nao sou preconceituosa, mas sou atenta. Esta semana precisei de ir a enfermaria do meu centro de saude. O meu querido enfermeiro, um senhor ja de idade, conhecido de toda a vida de todas as familias da vila, atendeu-me com a mesma categoria excepcional de sempre. Com a pequena diferenca de que estava acompanhado de um jovem arabe, enfermeiro em praticas, que imagino que sera o substituto num tempo proximo. Um reparo de minha parte: o rapaz era simpatico e preocupado mas tinha as unhas sujas. Sujas; um enfermeiro. Eu que fiz estagios em hospitais e centros de saude, nunca tinha visto tal coisa. E estao os jovens medicos e enfermeiros nativos a emigrar, e eu nao compreendo que acordos ha por detras de tudo isto. Nao sei o que se passa na Alemanha, temos o mau habito de pensar que nos outros paises tudo corre melhor. Mas estou segura de que estes filmes de terror vistos por aqui, na Alemanha estao longe de se tornar realidade. Quero acreditar que em algum pais estas coisas nao acontecem. Nasci em Angola, nao tenho nada contra angolanos, chineses ou arabes, todas as pessoas merecem uma oportunidade. Sou contra uma invasao permitida, contra a venda da identidade de um povo, contra comprometer a estabilidade de servicos toda uma vida crediveis.
Quem nos vende e quem nos rouba assim, nao deve ter planos de estar ca amanha. De certeza absoluta.

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