quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Crash bum bang

Viver por si so ja e uma fatalidade. Boa, ma, esplendida, o que quiserem; mas com o peso exacto da palavra fatalidade. Nao ha como evitar a dureza da historia desenhada para cada um.
Nao obstante, o nosso Deus das pequenas coisas brinda-nos com pessoas e situacoes para la de extraordinarias, como se ao mesmo tempo a vida fosse um livro magico, absolutamente encantador e sempre imprevisivel.
A minha sobrinha, com tres anos de idade, viu o cao dela ser atropelado na porta de casa. O bicho simplesmente rebentou, sangue por todas as partes, porta da garagem, carros estacionados, porta de casa, janelas, corpo e roupas da miuda e da mae... uma coisa pavorosa e infelizmente inesquecivel. Horas depois a minha irma, mae dela, agarrou-se a minha mae a chorar e a lamentar-se: "Mae perdi o meu Tommy..."
A filha, tao pequena e ja tao grande, estendeu os bracos, inclinou a cabeca em sinal de carinho profundo, e como uma mulher crescida disse: "Vem mae, vem ao colo da Bi..."
(...)

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