quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Flash




Primavera na alma
"O slow beauty é uma actitude perante a vida, muito mais do que ter o cabelo, as unhas ou a pele perfeitas, ou estar magro. Sao obsessoes da sociedade actual.
Trata-se de buscar o melhor de nos mesmos, desde o interior. É comer e dormir melhor, ter tempo para si proprio, para os pequenos rituais que nutrem o espirito, muito alem das formulas magicas e das promessas de eterna juventude.
Nao se trata de fazer as coisas mais lentamente, mas sim o melhor possivel; viver o momento, estabelecer laços mais profundos. Qualidade em vez de quantidade. Ver menos televisao, reduzir as actividades extra-escolares dos filhos, dizer nao a alguns actos sociais ou simplesmente tratar de trabalhar menos.
(...)
A cultura empurra-nos cada vez mais a fazer mais coisas em menos tempo. Estamos tao inmersos em estimulos que temos medo de gastar mal o tempo em desconectar e baixar a velocidade. Saimos a correr pela vida, em vez de a vivermos."
Carl Honoré, fundador do Movimento Slow

Saudades

Do cheiro da minha coleccao de infancia, de folhinhas de papel, daqueles blocos que cheiravam todos a chiclet, a gelado, a magia e a encantamento.

Flash

Doesn't matter the colors of life, what really matters are the colors we have inside our eyes.

Crazy little things

"O guerreiro da luz, às vezes, comporta-se como a água, e flui por entre os obstáculos que encontra.
Em certos momentos, resistir significa ser destruído; então, ele adapta-se às circunstâncias. Aceita, sem reclamar, que as pedras do caminho tracem o seu rumo através das montanhas.
Nisso reside a força da água: ela nunca poderá ser quebrada por um martelo ou ferida por uma faca. A mais poderosa espada do mundo é incapaz de deixar uma cicatriz na sua superfície."
Manual do Guerreiro da Luz

Das coisas que gosto perdidamente em ti

A tua calma, que cheira e sabe a segurança. As palavras que escolhes quando te diriges a mim. A persistencia que te noto em coisas pequenas, e que me fazem admirar-te como ser humano. A forma como ris. O teu ar serio. O teu perfume tao masculino. A forma como es obstinado pelo teu trabalho e a tua infinita paciencia. Gosto especialmente da capacidade subtil que tens de me quebrar a crista, contigo sinto que tenho muitas coisas novas para aprender. Tens alma de gato, e es um homem de Fe.
(...)

Flash

Serenity, yesterday



- Now, say you're a bird.
- If you're a bird, i'm a bird.
The Notebook

Flash

Nuestra Fuerteventura

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pode ser que sim, que eu seja uma pessoa inconstante. Mas eu prefiro isto, ter sempre a mala feita porque procuro ser feliz, do que estar acomodada aos dias todos iguais, mornos, e fingir que sou feliz. Posso nunca encontrar a sensação que procuro, mas o importante mesmo é nunca desistir. E por onde passar, ir vivendo, ir desfrutando das pequeninas felicidades que sempre existem em todos os caminhos.

Proxima estação

Boas noticias para mim:
"Termina o reinado do excesso, triunfa a normalidade e a comodidade."

Animo miudas:
Algumas cores vao permitir-te seguir a veranear no Outono."

Palavras do hino de Portugal

Mar
Sol
Avós
Beijos de mae
Nobre povo

Aloha

Nesta ultima semana de trabalho cheguei a temer pela minha sanidade mental. Vivi situacoes tao inacreditaveis que se algum dia publicar as minhas memorias, sao passagens obrigatorias.
Voltei a fazer exercicio fisico e retomei as minhas caminhadas. Tento centrar-me no que me diz a minha voz interior, busco influenciar-me o menos possivel pelos ruidos exteriores e para isso aproveito ao maximo o que sempre foi a melhor terapia para mim: o mar e a luz das manhas.
Fiz fotografias cheias de natureza e calma. Apanhei novas conchas que o mar revolto dos ultimos dias nos trouxe, algumas peças sao ouro moido. Passei das idas a cabeleireira este mes, nao pelo tempo de praia mas porque tinha saudades - confesso - do meu cabelo rebelde. Fiz um tratamento extraordinario aos meus pes e ando com eles que parecem de baby. Descobri uns iogurtes novos da Activia, de lima-limao, divinos. Recebi uma mensagem que me deixou tao feliz como ha muito tempo nao me lembrava de estar. Comprei lingerie. Descobri que os meus calcoes laranja-fogo da Timberland - os meus preferidos - voltaram a servir-me. No chek-up medico laboral foi-me dito um sem fim de coisas boas de saber: peso ideal, sem colesterol e se vos descrevo a cara da medica quando abri a boca, parecia que estava a ver um dinossauro: "Incrivel, tem os dentes todos!" Fiquei com a sensacao de que sou a unica pessoa no hotel que os tem.
Vai comecar o campeonato internacional de pesca em altura, hoje fui ate a marina e anda tudo agitado por la.
Esta semana terminei um livro sobre politica, que acabou por se tornar num autentico aborrecimento. Comecei a ler A caverna do tao querido Saramago: lufada de ar fresco, inteligencia e sensibilidade.
Em suma, as coisas negativas nao importam. Elas servem para nos provocar reaccao, para nos inculcar alguma aprendizagem. Mas o que importa mesmo, o que nos guia, é o que nos faz feliz. E eu nao tenho grande razao de queixa, aos 35 anos ja fiz algumas coisas boas: vi uma aurora boreal, vivi junto ao mar, tenho um gato persa amarelo.
Hoje, para terminar em beleza, vou jantar com os pais e a minha bela sobrinha. Nao vou resistir a um vinho branco gelado, e ao entardecer visto da terraza de casa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Flash


"O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minhas mãos asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
João Cabral de Melo Neto
"Quase gosto da vida que tenho. Não foi fácil habituar-me a mim. Tive de me desfazer das coisas mais preciosas, entre elas de ti. Sim meu amor, tive que escolher um caminho mais fácil. O dinheiro também tem a sua poesia. E tenho tido sorte.
Deixei para trás a obrigação de mudar o mundo. Corrompi e fui corrompido. Ainda sinto dificuldades em mentir, mas também aqui vejo melhoras. Trata-se só de deformar ligeiramente o que vai acontecendo, não de inventar tudo de novo. Tenho mais alguns anos diante de mim e depois quero acabar de repente. Não sei se valeu a pena mas também não me pergunto se valeu a pena. Há coisas assim.
Não é desistir, e só não dar demasiada importância a coisas que não a têm. Esta vida é uma delas. Ganha em valor quando deixamos de a encarar como o centro do mundo. È só por acaso que gostamos das flores e do mar. Claro que é um bom acaso. Mas mais do que isso não.
Quase gosto da vida que tenho. Quando a quis toda não gostava de mim. Agora há dias em que aceito que o tempo passe por mim e me leve para onde só ele sabe. Não entendo como nunca houve uma religião que adorasse o tempo. Será possível imaginar algo de mais elementar e poderoso? Que com ele não se possa falar não me parece um defeito. Há coisas das quais, de qualquer modo, não se pode falar.
Vivo sozinho. Passam pessoas, mas nunca ficam por muito tempo. A partir de certa altura intrometem-se tédios por entre frases e não sabemos continuar. Não insisto. Há muitas pessoas. Não vale ter medo. Há muito que o amor mostrou ser um fracasso. No dia seguinte no escritório, esperam-me problemas por resolver e decisões que valem dinheiro. Não posso sofrer.
Claro que por vezes me sinto triste como toda a gente. Mas é uma tristeza doce, um descanso. E como não espero nada, não faço nada. De uma maneira ou de outra também esta noite acabarei por adormecer.
Tenho um filho que cresce longe de mim e que ainda não sabe quem sou. Quis que fosse assim e não me arrependo. Não me julgo um bom exemplo. Tenho um seguro de vida por morte violenta em seu favor que me poupa uma inquietação e lhe lega uma fortuna. Do resto não sou responsável. A biologia é uma ciência quase exacta e a natureza tem a inteligência das pedras.
Estudei durante muitos anos sem qualquer interesse prático. Os livros pareciam-me mais interessantes do que qualquer viagem. Escolhia-os ao acaso. Mas o que se fica a saber não nos torna mais lúcidos. Agora quase preferia não os ter lido. O saber transforma as coisas em nada, ou, pelo menos, arruma-as numa gaveta escura e triste da memória que é sempre uma deusa nostálgica.
Durante algum tempo tentei distrair-me. Cometi crimes contra a moral. Abusei do meu corpo sem qualquer respeito. Não fui feliz nem fiquei satisfeito. As mulheres de quem gostei não queriam de mim o que eu queria delas e há mal-entendidos que não convém alimentar. Foi assim que fiquei sozinho. A sério que tentei. Talvez da maneira errada. Agora, mesmo que quisesse recomeçar não tinha tempo. O tempo não mostra qualquer compaixão. E houve alegrias que bastassem. É justo assim.
Quase gosto da vida que tenho. Sou conhecido nalguns restaurantes, o que não significa que me sirvam melhor, mas é sempre bom ser reconhecido. Raramente saio à noite, mas quando o faço acabo sempre por encontrar alguém que ainda se lembra de mim e quando volto a casa tenho comprimidos que fazem dormir. Por vezes durmo com uma rapariga e faço o que se deve fazer e o prazer vem e passa como um alívio. Não espero encontrar ninguém, a minha melancolia é-me suficientemente querida. Nem tenho saudades de pessoas, só de sítios e de coisas. Em particular há um frigorífico que guardo zelosamente na memoria. Ainda subsiste algures porque a matéria é a única coisa que resiste.
De que gosto? De literatura, whisky irlandês e de adormecer logo. O trabalho é um rentável entretém que me ocupa as horas mortas. Vejo os filmes em casa, de todas as séries. Incomodam-me os barulhos das pessoas sentadas ao meu lado e gosto de rever as cenas mais macabras. Por isso vivo sozinho. Quando preciso, conheço uma massagista negra silenciosa como a noite. E de Inverno nado. A minha mulher-a-dias vem todos os dias quer esteja ou não constipado. Se fosse mais bonita e menos surda casava com ela sem qualquer preconceito. Já julguei ser um génio. Agora acho-me um mero mortal desencontrado. Vivo, é já o bastante. Não vou a nenhum lado, mas isso já tu sabias.

Sim meu amor, é esta a vida que levo. E raramente penso em ti como agora. Não te arrependas de nada. Por hoje já bebi o bastante. À tua saúde."


Pedro Paixao, Noiva Judia

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O silencio dos lugares vazios, as luzes do mundo acesas, estes incriveis momentos de paz...

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Onde o olhar se perde

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Minha bola de pelo, minha alminha cheia de fogo e de sol, desta vez nao te vou levar comigo...
So neste Verao, a chegada de imigrantes africanos em pateiras as costas espanholas superou o pensavel. Estao todos os dias na abertura dos jornais, aquela gente tao desesperada, de olhar tao fundo e marcante; aquela gente que prefere morrer no mar a ficar junto dos seus. Nunca vamos poder compreender este drama humanitario mas sim podemos imaginar que a miseria que vivem nos lugares de onde vem, tem que ser absolutamente insuportavel.
Nao sei como conseguimos viver tao sossegados neste mundo tao as avessas, tao injusto e desigual.

Do nosso mundo

"Há imagens que acompanham todas as guerras – bombas a cair levantando o pó da destruição, clarões de disparos de artilharia, mortos, pessoas a gritar e a chorar com raiva e despero, pessoas fugindo, chegando ao país do lado, tendas de refugiados brancas do outro lado da fronteira. Vimos estas imagens na Síria ou no Iraque. E em Gaza? Também. Excepto as imagens dos refugiados em fuga. Porque em Gaza não há fronteira para atravessar, nem tendas brancas do outro lado para acolher quem foge da guerra.
Os habitantes da Faixa de Gaza chamam-lhe a maior prisão ao ar livre do mundo."
Maria Joao Guimaraes, Publico
Hoje foi dia de abrir gavetas, desfazer-me de roupas velhas, sapatos antigos, pequenas coisas que ja nao fazem mais sentido. Sabe realmente bem fazer arrumacoes, mudar as coisas de lugar, dar uma lufada de ar fresco ao meu mundo. Fico com a sensacao de criar espaco ca dentro de mim. Para as boas coisas novas que hao-de chegar.
Esta manha na pastelaria, ri-me sozinha com esta conversa que apanhei no ar:

Fulana tal avista uma mae com dois meninos de uns quatro e seis anos.
Cumprimenta a mae e diz para um dos miudos:

- Como te chamas?

- Joao...

Olha para o irmao e faz a mesma pergunta:

- E tu como te chamas?

- Manuel...

Entao voltando-se para a mae dos miudos, diz:

- Antigamente nao havia casa sem um Manuel, um Joao, um Antonio. Todos tinham que carregar com os nomes dos pais e dos avos. O tipo de cruz que felizmente ja nao se usa...

Fez-se um silencio. Fulana tal resolve perguntar:

- E o pai como se chama?

Mae dos miudos: Joao Manuel...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

 Hoje senti umas saudades incriveis do Alentejo. Quase em simultaneo vieste-me ao pensamento.
(...)

O sumo dos dias

A vida esta sempre a transformar-nos, a esticar-nos os musculos da alma atraves de emocoes inesperadas, algumas extraordinariamente boas e outras demasiado cinzentas. Quando pensamos que a vida esta mais ou menos feita, cai uma tromba de agua sobre o projecto da paz, ou passa um carro e enche-nos de lama, ou ficamos sem explicacao para o desanimo que nos surpreende na curva dos dias. Depois o paradoxo: quando sobrevivemos ao impensavel mas ficamos feito trapo velho, de repente no dia mais frio do ano aparece o Sol e o ceu fica brutalmente azul, como se alguem se risse de nos e nos mandasse o recado Toma la esta fatia fresca e sumarenta de Vida. Como se houvesse um plano incansavel que nos troca as voltas e nos obriga a mover-nos, que nos impele sempre, uma e outra vez a recomecar. Em suma, todos caminhamos por uma estrada que nao sabemos onde vai dar. Mas todos queremos chegar a algum lugar, alguns quando chegam querem ficar para sempre ali. Porque todos somos feitos de pessoas, de um mundo de coisas que nos sustenta. A bagagem de cada um transporta-nos, mas apesar dela - boa ou ma - somos sempre capazes e vamos sempre a tempo.
Por tudo isso, decidi outra vez mudar de rumo, ajustar as velas ao barco da minha vida. Junta-se-me a cabeca e o coracao - isso e bom - e dizem-me Vai por ali, e eu vou.
Ha muito tempo que nao me encontrava com esta eu no caminho, fico aliviada por saber que afinal ela ainda ca mora. Nao ha mais do que isto: levantar-me e correr atras de mim e a unica obrigacao que a vida me impoe.

Depois ha o Verao, os dias imensos cheios de Sol. Nestes dias parece-nos que os planos ganham forma, tudo fica mais facil de concretizar, porque ficamos cheios de energia, de luz por dentro. Os miudos misturam-se a tempo inteiro com a familia e ficamos mais do que nunca uns dos outros. As roupas sao leves e sentimos mais nosso tambem o corpo. As cores ajudam a delinear pensamentos positivos, despertares e entardeceres plenos devolvem-nos o folego. O mar tem uma caracteristica extraordinaria, abre-nos o espaco e deixa-nos respirar, torna o ceu mais proximo. As noites estreladas sao um convite irresistivel para nos posicionarmos no Universo, e recuperarmos a importante nocao de pequenez e efemeridade. Porque tudo passa, e preciso Viver.
Mesmo quem viaja ate as praias da moda ou aos destinos tropicais, busca o essencial neste periodo de pausa: desfrutar das coisas mais simples. Todos querem sal de mar na pele, e sorrisos partilhados.
Assim, ficamos cheios de nos e dos outros, especialmente dos que amamos, porque esses sao os vao connosco para onde formos. Polimos o conceito de beleza, tao essencial a uma vida feliz;  e ganhamos paz a nivel de percepcao. No Verao carregamos mesmo baterias.

E ficamos mais capazes de enfrentar o que vier, porque o sumo dos dias faz-se so enquanto se Vive, dando sempre o melhor de nos, com paixao e valentia.

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Bolsos girissimos

Deste projecto tao bonito:

"Asegura la mitología griega que las almas virtuosas, para gozar de un reposo perfecto, llegaban a las Islas Afortunadas, un jardín situado en el Océano Atlántico, más allá de la costa donde se pone el sol en África.
Los bolsos de Afortunadas Islas Canarias, fieles al espíritu de su nombre y a su cuna, recogen destellos de este paraíso y los reproducen en materiales de primera calidad, muchos ecológicos, manufacturados con esmero, para que todos, en nuestra vida diaria, tengamos acceso al edén."

www.shopafortunadas.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sinto falta do mundo civilizado. Das construcoes feitas com pes e cabeca, terminadas. Das ruas sem inspiracao arabe. De uma agenda cultural vasta. Da noite citadina. De Historia, de ruelas antigas. Das estacoes do ano. Do conceito de beleza e estetica. De um povo uniforme, com identidade.
Nao sinto falta do sufoco da vida na cidade, do pouco ceu nu, da falta de alegria e da indiferenca das gentes, desses estranhos virus da superioridade e do consumismo que atacam seriamente quem vive na cidade.
Aqui predomina uma certa ignorancia e falta de conhecimento aos quais nunca me habituei. Sao gente que vive feliz assim, mas eu sinto sempre que a vida e mais...
Acho que agora que conheco o melhor dos dois mundos, valorizo mais o que cada um me pode oferecer.

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Back home

Oh captain, my captain

Com a morte inesperada do absolutamente genial Robin Williams, percebo que a esta idade ainda vejo e sinto algumas pessoas como imortais. Primeiro os meus pais, e depois um mundo de gente com qualidades que se destacam de forma particular para mim. Robin Williams faz parte da fatia mais dourada do cinema, nunca me vou esquecer da expressao de bondade que lhe era tao natural.
Surpreende-me a mortalidade do Homem - de alguns Homens - , sem no entanto me surpreender da mesma forma a fragilidade de cada um...
Algumas vezes crescer e mudar sao sinonimo. A duras penas descubro que me convem ser mais quieta, mais calada. A minha inquietacao e as minhas conviccoes nao bastam para empreender uma luta. Nao posso nem devo continuar a absorver toda a desordem e negativismo que encontro no caminho. Preciso de deixar as coisas passarem, seguirem o seu rumo, ficar quieta e segura de mim, so de mim, que o mundo e um lugar grande demais para ser organizado por um pequeno coracao aflito.
Esta e uma aprendizagem muito dificil, preciso de me concentrar muito, de me esforcar a serio, para limar as arestas ao meu caracter forte.

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True colors

Mundo cao

Nunca estarei de acordo com uma guerra, mas se me ponho no lugar dos poderosos percebo que lutar pela paz nao se consegue atraves de passividade a tempo inteiro. A primeira vez que me deparei com esta dura verdade, foi quando li as memorias de Mandela durante os anos em que esteve preso.
Parece-me terrivel demais para a historia da humanidade o que esta a acontecer em Gaza, mas se me meto dentro da historia, se a descubro sem hipocrisias, consigo compreender a posicao de Israel.
Muito complicado e ao mesmo tempo muito triste que aos danos colaterais correspondam a morte de criancas inocentes.
Tenho estado a ler as memorias do senhor Jose Maria Aznar e sabe-me bem esta sensacao de caminhar por dentro daquilo que e um politico de raiz. Dos que ja nao ha.

Crazy little things

A lenda da chuva de estrelas:
"Da constelação de Perseus os meteoros Perseidas lançam-se à Terra, trazendo-nos uma linda mensagem de superação e força. Afinal, foi o grande herói Perseu que matou a Medusa, o pavoroso monstro que era mulher da cintura para cima, serpente da cintura para baixo, tinha serpentes no lugar dos cabelos e transformava em pedra qualquer ser vivo que olhasse para ela. E por causa desse e de muitos outros atos heróicos, Perseu teve a honra de ser transformado em uma constelação. E de lá do alto, arremessa-nos esses belos meteoros Perseidas, como sinais de que precisamos ter coragem a cada dia, de vencer os monstros do medo, da violência, da ignorância…"
Haroldo Barros

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Ainda o elemento humano.
Nunca gostei de fotografar o elemento humano, embora esteja de acordo que valoriza em absoluto qualquer imagem.

Flash (elemento humano)